segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Pro cabelo secar mais tratadinho

     Quem me acompanha aqui no blog sabe que eu uso os termos nas suas correções: hidratar tem a ver com reposição hídrica, de água, o que faz com que seja apenas uma das partes do tratamento capilar - que precisa de água, óleo e proteína (grosso modo). Tem toda a info aqui na tag "Cronograma Capilar".
     Essa dica aqui é bem simples e muito eficaz.
     Com certeza já falei do Yamasterol aqui no blog. É um excelente creme e muito, muito barato - paguei coisa de 6 reais nesse frasco de 320 gramas. Pelo que sei ele é liberado pra low-poo também (que não é meu caso porque eu tenho que usar shampoo de sulfato devido à minha dermatite seborreica).
     Existem dois tipos de Yamasterol - o amarelo e o branco. Pelo que me lembro, o amarelo tem ingredientes de hidratação e o branco tem proteínas, ou seja, é mais para reconstrução. Meu cabelo, muito fragilizado pelo tempo de química, acaba adorando (reagindo muito bem) a produtos com proteína. Como sempre falei nas postagens de cronograma, o nosso cabelo reage bem àquilo que ele está precisando receber - e todo cabelo precisa das três coisas de que falei aí em cima, umas mais outras menos. Por isso comprei o branco, mas o amarelo também é muito bom.
     A dica: em um frasquinho com spray, misturar metade de creme e metade com água. Mistura bem e tá pronto. Esse frasquinho eu comprei em loja de cosméticos e paguei menos de 3 reais, mas você também pode usar aquele frasquinho sobrando que você tem aí.


     O Yamasterol em si pode ser usado em misturas com outras máscaras, como condicionador ou como leave-in (sem enxágue). Essa dica é pra usar como leave-in de modo mais leve, permitindo inclusive o uso no cabelo seco sem deixar o cabelo grosso. Você pode aplicar no cabelo ainda molhado, antes de pentear (que deixa tudo ótimo) ou com o cabelo já seco, em menos quantidade, pra dar aquela acalmada quando ele fica elétrico - armado, espigado.
     Mesmo não usando essa dica especificamente, o Yamasterol é um ótimo creme, além de ter um preço super amigo. Prova de que nem tudo que é bom é caro. :)

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Chuva, um frio de matar e minhas pernas

    No dia em que a gente desceu em Londres (e todos os dias que precederam este) eu não tinha a menor noção de como aquela cidade é imensa. Nem mesmo vendo o mapa. Nem mesmo sabendo das zonas.
     No dia em que a gente desceu em Londres estava chovendo muito e do avião deu pra ver quase a cidade toda enquanto chegava. Era realmente muito grande. E tinha o rio. E estava nublado, o que eu passei a amar ainda mais naquele momento enquanto eu preenchia o formulário de imigração e achava que ia morrer a qualquer momento de tanto que meu ouvido entupido doía (sério, doeu muito). Era o segundo voo do dia (e da vida), pegamos esse avião pequeninho em Madri depois de 12 horas desde o Rio até a Espanha.
     Londres.
     Na minha cabeça de viajante internacional de primeira viagem (rysos) tudo fora do Brasil devia brilhar igual diamante. É daquelas coisas que aparecem na nossa mente como em sonhos - quando meu pé encostar lá vai ser diferente. Mas era um aeroporto normal, o chão era da mesma cor que aqui. Fazia um frio petropolitano (e marido de bermuda, abafa) e chovia. E era Londres.
     Então por mais que o chão fosse da mesma cor e as pessoas todas tivessem dois olhos e uma boca (in.crí.vel) eu não acreditava, eu ficava repetindo na minha cabeça - eu tô em Londres, eu tô em Londres - pra ver se eu acreditava. E eu não acreditava. E eu tava em Londres.
     Na minha cabeça faz sentido eu querer dizer tudo desse post nessa frase que terminou o parágrafo anterior. Eu estava em uma das cidades mais incríveis do mundo. História por todo lado. Memória. Inglês - britânico. Névoa. Londres. Era muito surreal meu corpo estar presente lá, respirando aquele ar, falando inglês porque não tinha opção pela primeira vez. Eu cheguei ao extremo de loucura de pensar que dali a uns dias eu teria apenas comida londrina no meu corpo.
     E aí teve a imigração (descemos no London City, e não no Heathrow. Só saímos do Heathrow para Berlim). E teve o metrô. Muito metrô. No metrô foi aquela sensação "gente tô em São Paulo" mas tinha o Mind The Gap que martela toda.hora na nossa cabeça.
     E aí a gente descobriu que o hotel era muito longe do centro. Muito longe. Uma hora e meia de metrô longe. Mais um ônibus.
     Não vou mentir. Foi muito ruim. Nenhum dos mapas que vimos ao reservar o hotel revelou aquela distância. E os gastos que apareceram porque era muito metrô (fica mais caro se você atravessar todas as zonas, e era o caso) e mais o ônibus até o metrô mais próximo. A gente saiu do Rio as 21h de segunda e pisou no hotel às 17h de terça, horário local. O cansaço não deixou sofrer com o fuso de 4h. Chorei muito. Chegou num ponto que eu estava chorando porque eu vi a distância que a gente tava do centro (e isso dificultava tudo) junto com o sempre "tô em Londres tô em Londres tô em Londres". E mais o chegamos no hotel sem errar. A reserva deu certo. O quarto é ótimo. Meu marido tá em Londres comigo. Essas coisas.
     Comemos pizza no restaurante do hotel, uma pizza maravilhosa, tomamos a primeira cerveja verdadeira da nossa vida. Tô em Londres. Na terça viajamos de trem pra Nottingham (e deixei minhas pernas lá, não sei mais viver depois daquilo). Na quarta assistimos a um evento na Universidade de Londres, no Queen Mary Campus. Na quinta, fomos turistar  - descemos no Green Park e andamos até a St Paul's Cathedral. Muita chuva e um frio de matar. Foi a primeira vez na viagem que o frio pegou firme. Achei que fosse passar mal. Compramos um café numa barraquinha no GP e eu vi o Buckingham Palace lá longe, e eu entendi que eu estava no Green Park. Não tinha mais frio, nem chuva. Era eu, marido e Londres.
     E teve isso aqui, né.




     As gotinhas na grade são chuva, mas bem que podia ser lágrimas minhas. Chorei vendo o Big Ben, julguem. Tem um pedacinho da London Eye no cantinho dessa foto que eu só vi hoje, agora, nesse momento.
     Enquanto a gente andava, escurecia. Londres se vestiu diferente enquanto eu caminhava seguindo o rio. Ela mostrou muitas luzes, uma arquitetura louca, um prédio torto arredondado todo de vidro de um lado e um da época de Shakespeare do outro. A gente tava com o pé molhado, morto de tanto andar, mas na verdade a gente não tava nada disso. A gente tava em Londres.
     E teve isso também:


   
     Apenas A ponte. Chorei [2].
     Depois de ver a Saint Paul's tivemos que caçar rumo de hotel porque o metrô só ia até umas 23h e a distância era muita. Descemos em South Kensington porque sim. Não sabíamos nada de lá, escolhemos pela estação de metrô. Pra caçar alguma coisa pra comer. Achamos um pub que existe desde mil setecentos e fucking trinta.



     Comemos fish and chips, um sonho realizado.
     Passamos por uma situação engraçada numa lojinha de souvenires: eu escolhendo um chaveiro e o dono da loja perguntando a marido se éramos casados, se o casamento foi por amor ou arranjado, se não tínhamos filhos porque não gostávamos de crianças, que parecíamos ser sauditas e se gostávamos do Paquistão. Marido foi espirituoso o bastante pra responder com um neutro "I've never been there" e caímos fora. Comprei o chaveiro de telefone vermelho. Foi feito na China.
     Eu não gosto de "posts de viagem", daqueles com formato pré-definido de "fui aqui/ coma ali/ visite isso". Nunca leio e acho que é pra se "amostrar". Acho que é a primeira vez que falo com detalhes disso aqui.
     Não sei se é o aniversário chegando ou o quê, mas que tá difícil estar aqui e não lá, ah, isso está. É o sempre "estive em Londres estive em Londres estive em Londres".
     E deixei minhas pernas - meu coração - lá.






quinta-feira, 14 de maio de 2015

Cauterização em casa

     Eu tô alok do retoque de cabelo. Tem muito tenpo que não falo de cabelo aqui porque depois da saga ruiva veio a saga mais difícil ainda, que é a volta pro loiro. Não adianta querer sair do loiro. Não vai rolar.
     Então em resumo:
- 14 anos: fiz luzes primeira vez
- 17 anos: tava achando muito caro manter as luzes e apaguei-as
- 17 anos: claro que voltei a ser loira
- 20 anos: quis platinar e ganhei o primeiro grande erro capilar da minha vida
- sequência de erros até consertar e ter o corte químico, aos 24 anos
- 25 anos: cismar de ficar ruiva (culpa um pouco de Game of Thrones, julga aí), ir no cabeleireiro falar que queria isso, receber isso, gostar mas ver que vc ainda quer o que pediu
desistir do cabeleireiro, fazer em casa (#roots), conseguir o ruivo que eu sempre quis com freaking henna indiana (que não é henna Surya, pelamor) e ver que não gostei que quero loiro.
--tendo paciência tem toda essa história contada nas tags Cronograma Capilar ou Cabelo--

     Ao voltar pro loiro, em setembro/ agosto do ano passado, fui conseguindo dar umas clareadas com descolorante em casa mesmo (mistura 1:1 de pó e ox 30, deixando 7 min) pra quando fizesse as luzes a base estivesse mais clara e menos laranja. Fiz as luzes antes do meu casamento e casei com um strawberry blonde bonito.
     Maaas, ainda quero, nunca deixei de querer platinar. A última vez que fiz luzes foi em dezembro, já tô com uma super raiz e cortei bastante, ou seja, as pontas estão saudáveis. Quero retocar agora, 5 meses depois - mesmo sabendo que vai danificar bastante e vou perder essa saúde vai valer a pena porque, né, loira. Acredito que ter esperado esse tempo todo me permita platinar bem.
     Vou fazer no único colorista de competência que conheci (e olha que conheci MUITOS) em Juiz de Fora, o Edilson Bretas. Quem quiser achar pode ir na Mega da Marechal e procurar por ele.
     Como tenho casamento pra ir fim do mês vou fazer mais pertinho.
fim da difressão explicativa
     Isso tudo pra contar que estava montando uma receita de recuperação/ cauterização pra fazer depois da química - nunca no mesmo dia, hein, gente - e achei esse vídeo ótimo que explica tudo que eu queria falar.
     Dica: na hora de comprar a queratina, ache uma queratina mesmo. O que mais tem por aí é vidro cheid'água com meia gotinha de queratina. Sai dessa. Não ouça as vendedoras da Mega Vale e leia rótulos. Já ensinei aqui também a fazer isso.
     E este é o vídeo. Bjs!

quarta-feira, 15 de abril de 2015

cabelos e a.fli.ção

     Estou eu aqui fazendo coisas muito edificantes (sem ironia) que são: ver vídels no youtube.
     Mas não qualquer vídel.
     Estou a ver vídels sobre cabelos profissionais.
     voltemos no tempo a little bit.

     Eu nunca usava cabelo solto na minha infância adolescência. Eu tinha muito nervoso de ter aquele monte de coisa caindo de um lado pro outro, entrando na frente do rosto, pesando a minha orelha que já é naturalmente de abano, enfim, sempre gostei mais de usar cabelo preso. Sempre.
     Daí que a gente cresce e eu comecei a gostar do meu cabelo, e a ter estímulos namorísticos para usar o cabelo solto, e comecei a gostar do ~assunto cabelo.
     Mas aquela aflição de anos (poucos, gente, poucos) atrás permanece e odeio com todas as minhas forças:
1) comer de cabelo solto
2) usar gloss (meninas nascidas no mundo da maquiagem antes da febre dos batons matte entenderão)
3) usar cabelo solto em atividades que exijam esforço intelectual (ou seja, meu trabalho em geral)
4) usar cabelo solto no calor

Ou seja, sendo professora/ tradutora/ acadêmica no Braseel faz com que eu tenha que prender o cabelo.
*fim da digressão explicativa*

     Muito bem, pensei pra mim, "tem que acabar a era de usar palito/ coque meia bola pra trabalhar, Joyce. Que absurdo".

Para os leigos (o que a moça chama de despojado, vou adotar essa nomenclatura para justificar minha preguiça).

Mas vamos à ideia principal da postagem.
     Fui à caça de vídels que me mostrassem a fazer cabelos presos interessantes e não monótonos e não despojados para trabalhar.
     Descobri que tenho extrema aflição (palavra mais usada do dia) de "pentear pra cima" (tem nome isso?). E qualquer puxada contra as escamas naturais do cabelo, ou seja, coisas que me instruam/ mostrem que eu devo ir contra a natureza do meu cabelo e puxar o fio segurando em baixo e indo pra cima.
Só de digitar isso, gente. Para.
Olha aqui: tempo 0:22. Faz até um baruralho.


Não consegui acabar de ver, Vejam e me ensinem sem essa parte.

     Vejam (porque os cabelos valem à pena) para me dizer se só eu tenho extrema aflição:
Este quero adotar como penteado pra vida, mas observem o tempo 0:50. Fui rever pra saber o momento exato e me arrependo, mas tenho q ver de novo pra guardar todo o processo.



Ou seja, todo um trauma. Será que foi o corte químico, gente?

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Uma grande decepção

     Uma das maiores decepções que experiencio no meu dia-a-dia (vamos fingir que tem hifen, que eu sei q tem hifen, etc) é ir comer algo que eu achava que tinha e não tem.
     Óbvio que não tem nada a ver com repolho ou coisas que façam bem à saúde. É algo mais visceral.
     É quando você está lá, sendo, vivendo sua vida, aí você pensa
UMM, VOU ALI COMER AQUELA BALA QUE TEM NA MINHA BOLSA
     E não tem mais. Mas você tem certeza porque você comprou Fárias balas anteontem e claro que sobrou, mas aí você procura, procura e não tem.
     Você comeu todas sem ver que era a última. E se arrepende de ter dado uma bala pra sua colega.
     Ou então, no nível mais hard:
UMM, VOU ALI COMER AQUELA GOIABADA NA GELADEIRA, NOSSA, QUE DELÍCIA, TAVA DOIDA PRA COMER UM DOCE
     Cabô goiabada, alguém comeu. Essa é foda.
     Tem também a modalidade
UMM, QUERIA TANTO COMER UM DOCE
     Os únicos gêneros doces que tem em casa é um vidro de achocolatado, Yakult ou açúcar propriamente dito.
     Já passaram por isso? Your pain is my pain.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Aleatoriedades

     A Alemanha é o lugar que mais te ensina em termos de misturar carne de porco com batata.
     O pote de Nutella é muito barato. Já falei isso mas é que tem um pote de 800g aqui no hotel (quem comprei?).
     Tudo é barato se pensarmos que estamos em uma capital europeia. O dinheiro aqui rende mais que em Londres.
     Quando se vem on a budget, nosso caso, ande a pé. Em Londres eles achamq ue tudo é muito longe. Pedimos info um dia, disseram que demoraria 2h ("it's quite a walk!"/ "it's miles from here") e fizemos em 40min.
     Não está nevando, mas o vento é siberiano (e o nome é esse mesmo - Alô Eve). Dooói.
     Conheci a Eve :D. Depois tem post só dela.
     Fizemos compra num mercado pra dar aquela sentida não-turística na cidade. Não conseguimos encaixar o carrinho na fileira de carrinhos. Alemães e Alemoas, miajudem: por que? O carrinho que usamos foi gentilmente doado por uma funcionária que o estava usando e passou pra nós. Será que era isso? Ao que parece, aqui, você "paga" 1 euro pra usar o carrinho e se o devolver direitinho no lugar esse euro é devolvido. Fófis, né?
     Ah, parece que se devolver a garrafa pet no mercado você re-recebe grana também (mais ou menos dependendo do tamanho, uma garrafa de 250ml te devolve 25 cents). É um estímulo à reciclagem. Aqui a galera respeita as lixeiras separadas, não é igual no Brasil que as cores das lixeiras são só decorativas :/
     O suco de maçã é uma delícia. Mas assim, UMA DELÍCIA. Não é aquele grossinho que a gente toma por aí (estou acostumada com um suco de maçã como se batesse a maçã e coasse bastante). É cor de uísque, parece mais um chá e vicia. Sério. Não sei como viverei sem isso.
     Em Londres o prato "típico" (não sei mesmo se é coisa de turista) é o Fish & Chips. Nuuu. (esqueci de tirar foto, mas consiste em peixe com bata frita, ou seja).
     E o berliner curry wurst, claro.

   
     Carne de porco com batata. Chocada com a novidade.

Ou seja: venham pra cá.

Phyna na Europa

Quero saber quantas pessoas têm o privilégio de falar que, sem neve, sem gelo, tomaram um tombo no maior zoológico do mundo, o de Berlim.